Escritas

TEIMOSIA

Paulo Sérgio Rosseto
Morto o dia não entende que findara
Cai teimoso voando atrás do fuso
Fugindo das sombras afiadas no lusco-fusco
Confuso flanando no enlevo veloz a oeste
Vendo adiadas as suas findadas horas

Dá conta de si mesmo somente
Onde nas colinas do ocidente os vigilantes
Fazem soar as justas pancadas
E o universo disperso das farfalhas
Faz com que o dia quedo ainda torto
Se reinvente nos quadrantes do mundo
Mudando a forma e o calendário

Eis que até os sábios cerram os olhos e se calam
Ante as atrevidas impertinências do período
Desalmado da luz que se esvai

é quando nada mais se ouve nem se sabe
Em qual vasilha este ciclo caberá
Se dentro apenas do invólucro da terra
Ou fora do amanhã que se distrai
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Comentários (1)

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Luciana Souza
Luciana Souza
2018-07-14

Adorei!