TEIMOSIA
Paulo Sérgio Rosseto
Morto o dia não entende que findara
Cai teimoso voando atrás do fuso
Fugindo das sombras afiadas no lusco-fusco
Confuso flanando no enlevo veloz a oeste
Vendo adiadas as suas findadas horas
Dá conta de si mesmo somente
Onde nas colinas do ocidente os vigilantes
Fazem soar as justas pancadas
E o universo disperso das farfalhas
Faz com que o dia quedo ainda torto
Se reinvente nos quadrantes do mundo
Mudando a forma e o calendário
Eis que até os sábios cerram os olhos e se calam
Ante as atrevidas impertinências do período
Desalmado da luz que se esvai
é quando nada mais se ouve nem se sabe
Em qual vasilha este ciclo caberá
Se dentro apenas do invólucro da terra
Ou fora do amanhã que se distrai
Cai teimoso voando atrás do fuso
Fugindo das sombras afiadas no lusco-fusco
Confuso flanando no enlevo veloz a oeste
Vendo adiadas as suas findadas horas
Dá conta de si mesmo somente
Onde nas colinas do ocidente os vigilantes
Fazem soar as justas pancadas
E o universo disperso das farfalhas
Faz com que o dia quedo ainda torto
Se reinvente nos quadrantes do mundo
Mudando a forma e o calendário
Eis que até os sábios cerram os olhos e se calam
Ante as atrevidas impertinências do período
Desalmado da luz que se esvai
é quando nada mais se ouve nem se sabe
Em qual vasilha este ciclo caberá
Se dentro apenas do invólucro da terra
Ou fora do amanhã que se distrai
Português
English
Español