TRANSITÓRIO
Paulo Sérgio Rosseto
Fascina - mas calma
Não deixe que o coração amordace
O que tua palma ressente
O que tua luz desconhece
Daquilo que te anseia e apetece.
Procura pois na mesmice
Entender tua parda rotina
A causa do pus que te inflama
O peixe que retém tua isca
A física dor que te amola
A esmola que a vida te encima
Abrasa e te põe intranquilo.
Serena - no entanto amplie teu lastro
Conhece-te idôneo, viril, resiliente
Apura o que induz ao apupo
Encaixe o obvio ao efêmero
Ao que condiz transitório
Intocável, extremo, transitivo.
Porque da alma o que soçobra
É só o que o remédio não cura
E a obra que se depara
A tudo que se depura
Ao vinho que se degusta
E ao vento que te segura
Da sede que te resguarda
Da vida que te assusta.
Não deixe que o coração amordace
O que tua palma ressente
O que tua luz desconhece
Daquilo que te anseia e apetece.
Procura pois na mesmice
Entender tua parda rotina
A causa do pus que te inflama
O peixe que retém tua isca
A física dor que te amola
A esmola que a vida te encima
Abrasa e te põe intranquilo.
Serena - no entanto amplie teu lastro
Conhece-te idôneo, viril, resiliente
Apura o que induz ao apupo
Encaixe o obvio ao efêmero
Ao que condiz transitório
Intocável, extremo, transitivo.
Porque da alma o que soçobra
É só o que o remédio não cura
E a obra que se depara
A tudo que se depura
Ao vinho que se degusta
E ao vento que te segura
Da sede que te resguarda
Da vida que te assusta.
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