MAR ETERNO!

é verdade,
ando-me só e pequeno
em minha cela apertada,

sem sonhar mais,
sem voar mais e sem transpor
mais nenhuma excitante
gruta;

mas (e eu queria
me ver livre disso) quando me lembro
de ti,

mais se me costuram
as malhas do amor e da dor
na alma

porque mais te sinto
e mais te quero agora, que estás
em teu eterno e ausente
mar!
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