FEITO UMA NAU DO NADA!

Como eram lindos
aqueles teus negros olhos
de vigília!
Como era sedutora
aquela tua jovem e irregular
geografia!
Como era incontida
aquela tua louca e faminta busca
por sabedoria!
Como te parecias
com um pálido anjo necessitado
quanto te despias!
Como destruías
todos os sonhos, todas as imagens
e todas as esperanças
que criávamos,
como era mortais
as tempestades que, por causas dseins alheias,
em todas os fins de tarde,
com as quais
te vestias!
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