Liberta
Gabriela Cunha Melo Cavalcanti
Num tempo enchuvarado de ritmos martelados procurei a organização como meio de inspiração. Quis dar à vida a rigidez formal da técnica requintada negando a liberdade revolucionária, rebelde, burguesa, pouco prática.
Do que me adiantaria, servir-me da palavra, fazê-la objeto autônomo, cultuá-la como beleza; serena e equilibrada?
P"ra que saber do Parnassoaliás, já diria Olavo :"Nem sei se as pedras podem viver sem alma" Em nome do quê, esta impassibilidade, essa frieza em favor da objetividade? Seremos mais felizes metrificados? Assim feito robôs, já programados? Sou, antes, avessa às regras, libertade mim mesma, escrava do sangue, dos nervos de alguém.
Do que me adiantaria, servir-me da palavra, fazê-la objeto autônomo, cultuá-la como beleza; serena e equilibrada?
P"ra que saber do Parnassoaliás, já diria Olavo :"Nem sei se as pedras podem viver sem alma" Em nome do quê, esta impassibilidade, essa frieza em favor da objetividade? Seremos mais felizes metrificados? Assim feito robôs, já programados? Sou, antes, avessa às regras, libertade mim mesma, escrava do sangue, dos nervos de alguém.
Comentários (2)
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namastibet
2020-01-21
Ensinai Senhor, aqueles que não sabem ou não querem saber ler
namastibet
2017-12-23
obrigado
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