FOLHAS QUE CAEM!


... punido,
espezinhado,
suprimido do desejo, do carinho
e do amor por ela,

envenenado,
surrado,
semimorto pelos açoietes
vocálicos dela,

com as folhas caindo,
com a força dos voos sumindo,
rastejando como uma cobra
ao chão:

depois daquele
intense verão em que nos amamor
com ferro e fogo,

ela vem dizer
que toda culpa é minha,
que eu é que nõ sei colher estrelas,
e que o marido sequer
se importa

com a presença
ou com a ausência do cão
em sua vida!
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