FAVELA

Vejo pares de tênis nos fios
A terra que virou lama
Armas nas mãos de bandidos
E barro nos pés de crianças.

Vejo barracos, não vejo casas
Marcas de tiros no muro
o traçante que no céu passa
E dos moradores um grito mudo.

É a realidade que parece mentira
E que também destrói muitas vidas
Pela violência constante

Num lugar de vários nomes
Favela, comunidade, bem longe, atrás do monte
Onde a paz passa distante.
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