Inebriante silêncio



- para Ivan uma voz doce...quase inebriante

Sem pudores a noite desnuda-se sensual
E altiva permitindo que uma hora senil
Vagueie emancipada e consensual

O oceano pacifico remanesce integro
Dissolvendo cada onda que desequilibrada
Nos afoga constrangida e escarpada

À volta do tempo imerge um segundo
Florescente e esquartejado percorrendo
Cada sombrio sonho sempre esfarrapado

Inebrio-me agora com a madrugada
Bem extirpada conjugando todos os verbos
Do amor de forma quase obcecada

Em vagas doloridas e fadigadas acoita-se
Este silêncio tão encrespado cogitando entre
As mortalhas do tempo um lamento febril e apupado

Refugio-me por fim nos flancos da aurora
Matinal onde as sombras cantarolando embebedadas
Adormecem ao colo de póstumas saudades emancipadas

Frederico de Castro
277 Visualizações

Comentários (0)

Iniciar sessão para publicar um comentário.