24ª hora
Frederico de Castro

As nuvens vadiando pelos céus escurecidos
À 24ª hora fenecem num breu quase inimaginável
Deixam na moldura do tempo uma lágrima caindo
Nos braços desta devoradora solidão tão interminável
Ensaio nos meus versos uma rima que percorre
Todo o altar destes imutáveis silêncios deixando como
Despojo um fadado lamento caído acolá de rojo
E ficámos nós...mais a sós bebericando com
Raiva cada memória perdida dentro do báu de
Muitas lembranças quiçá insaciáveis
Esquadrinho pela manhã toda a luz esfomeada
Saltitando em cada intervalo de tempo infindável
Esculpindo alguns dos mais ardentes desejos inflamáveis
Arabesco de prazeres afagantes, indiscretos e irrecusáveis
Frederico de Castro
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