A BORBOLETA QUE VOOU
A borboleta que voou
deixou-me sem seu verbo conjugado,
sua beleza plastificada, seu perfume incensado
e suas extasiantes trepadas;
a nuvem que se foi
deixou-me com a memória açoitada,
a angústia saturada, o jardim desfolhado
e o telhado estiado;
o anjo que partiu
deixou-me sem suas fluorescências arraiadas
suas esperanças amealhadas
e seus sonhos artesoados.
Sim, era tudo e uma só
que se fez em mim um mito metamorfoseado,
com suas incontáveis máscaras
rimerizadas,
que se afastou
a levar suas imagens figuradas,
seu amor dissimulado e suas chuvas desvairadas,
para ir atuar às largas margens
de outras estradas,
deixando-me sozinho
com as rimas desses versos cansados
e com a alma ao infinito vazio
mergulhada.
deixou-me sem seu verbo conjugado,
sua beleza plastificada, seu perfume incensado
e suas extasiantes trepadas;
a nuvem que se foi
deixou-me com a memória açoitada,
a angústia saturada, o jardim desfolhado
e o telhado estiado;
o anjo que partiu
deixou-me sem suas fluorescências arraiadas
suas esperanças amealhadas
e seus sonhos artesoados.
Sim, era tudo e uma só
que se fez em mim um mito metamorfoseado,
com suas incontáveis máscaras
rimerizadas,
que se afastou
a levar suas imagens figuradas,
seu amor dissimulado e suas chuvas desvairadas,
para ir atuar às largas margens
de outras estradas,
deixando-me sozinho
com as rimas desses versos cansados
e com a alma ao infinito vazio
mergulhada.