Escritas

Aviso casual

Artore
Amarga morte
Leva os fracos
Leva os fortes
Faz aos cacos
Nossa vida de fé
Rodeada de prazer e desgraça
Faz de nós pequenas farpas
Não leva nossas marcas

Amada morte
Leva quem amo
Leva quem odeio
Me leva
Não consigo fazer sozinho
Estou a sua espera

Amar e ser afastado
Amar e não ser amado
A mais de sessenta, ou a menos de dez
Você curte outras viagens
Outras prioridades
Continuo te amando
Aqui, do segundo plano

Eu não faço ameaças, você não teme o abandono
Mas ainda assim, eu volto
Esses dias minha melancolia versátil, a qual eu amo
Me traiu
Agora ela quer me levar pros braços da morte
Talvez eu vá por pura sorte

Os mais belos tons de cinza ecoam pela minha janela
De longe eu vejo uma vida bela
Que inveja, acho que é normal
Do meu quarto só resta solidão e tristeza
As vezes eu faço algo legal, nada natural
Me divirto por charme, um ou dois segundos
Logo eu acordo de um sonho que eu nunca tive


Mas a morte virá
Mas não vem, não até morrer de fato
Quanto mais eu espero, menos vou esperar
Quanto mais o tempo passa, menos tempo resta
Até ser derrotado, mas sair vitorioso
Glorioso, satisfatório fim do preguiçoso
Ocioso, apenas vomitando palavras presas na garganta
Alimentando toda essa falsidade e podridão

Mas temos aqui uma lista também
Vamos ver, de um à dez, você conhece três
Quatro comigo talvez
Mas morrer não doí
Sem rancor, sem maguas
Sem felicidade, sem amor
Não sei se é certo falar assim, porém
Você não ama ninguém...

Escrevo versos e converso toda manhã
Me afogo em mágoa e melodia
Esse é meu dia a dia, bipolar
Feliz ou triste, continuo a esperar
O que a vida reservou pra mim e não me dá
Nesse labirinto de sentimentos, eu lamento
Por ser mais uma criança com medo do escuro, chorando e soluçando
A noite toda, sozinho no meu quarto
Antes de uma boa noite de sono

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Notas: So queria escrever, não sei muito bem como funciona o site...
~Artore