Psico dispersão
O que escrever?, como te prender?
Qual idéia é necessária defender?
Procuramos nos distrair cada minuto
Divagação alienada, desvio absoluto,
Pessoas, objetos, músicas, dinheiro e drogas
Pensas que matas tédio?, apenas o negas
Consegues ficar sozinho, fazendo monólogo
Sem platéia, sei que teu circo vai pegar fogo,
Rodeado de ruído, para não se escutar
Voz da consciência, prefere não afrontar
Pois não se aguenta
Também, alma marrenta,
Fugindo da própria sombra
Mas como escapar de si?
Nossa vida, eterna penumbra
escondendo-se com frenesi,
Sois feliz na sua companhia?
"estar sozinho ou ser feliz?"
era a única decisão que você possuía?
Isso, Acabou sendo escolha de Sophia,
Gostas do que vês no espelho?
Sentes bem teu espírito velho?
Não sois completo, nem minimamente meio
Questionador tipo apanhador no campo de centeio,
Vida turbulenta, lidando com depressão e psicose
todo dia e noite, faz com que a confiança necrose
quer uma mão amiga?, esta perto do seu antebraço
se a encontrares, terás a resiliência forte como aço,
Tentas escapar como Alice
Tudo para evitar uma crise
Toca do coelho é seu refugio sagrado
Mas sem chapeleiro, rainhas ou gato,
Não escondas a sua sombra, para mais a noite
Porque infelizmente, é quando fica mais forte.
HENRIQUE SAUL LEIVA SALDIVAR