O NOBRE-CONCERTO

Quando cheguei
ao ilustre café-concerto,
falavam de amores, poesias
e filosofias,

e eu me sentei ali,
quieto e calado num canto
e com um infinito escondido
na algibeira;

e como aqueles menestréis
de estranhos ternos e aquelas soberbas puristas
de gestos enredados não paravam de regozijar
seus conhecimentos e seus nobres
sentimentos;

enfiei a mão no bolso,
e vi a infinitude se escorrendo e se perdendo
de minhas mãos.
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