Escritas

Como gizar o silêncio

Frederico de Castro


Na tela dos silêncios pinto coloridos
Ecos projectados na mais subtil e
Geométrica brisa espavorida

Contemplo as aguarelas dos céus magistrais
Onde se povoam paixões gigantescas louvando
Cada pasto das minhas solidões mais sofridas e burlescas

Mergulha a noite numa onda energizante rodeando suas
Margens de pitorescas memórias tão insinuantes
Embelezando esta maré espigada e deveras mais perfumante

Deixo na antologia dos meus versos qualquer palavra
Apaixonada e pactuante embebedando e metamorfoseando
Os sentidos que de ti respiro, apetecido, assim contagiante

Apetece rimar tanto quanto amar, falar, respirar
Mergulhar na manhã repleta de beijos a enfeitar
Pensar, sentir desabar em cada murmúrio que quero apurar

Acalorar a vida que escapa pelos silêncios mui nobres
Ou viver-te minha poesia em cada estrofe emocionada
Tateando a alma que transparece numa gargalhada bem gizada


Frederico de Castro
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