Escritas

Reset ao tempo

Frederico de Castro


Fiz um reset ao tempo austero e implacável
Sempre tão inflexível até que o silêncio refrigere
Cada aroma ensurdecedor escalando uma oitava
Dos meus silêncios avassaladores

Se pudesse manipulava esta escuridão que em mim
Pernoita sempre de prontidão
Sorteava a solidão numa tombola de esperança para
Que a sorte prevaleça bramindo, bramindo em profusão

Sem gorjetas deixei madrugada esfolada, corrompida, pedindo
Esmolas a cada hora lacaia que se estilhaça numa vénia tão cordata
Portadora de uma palavra gentil, atrevida...quase estupefacta

Depois de vandalizar cada faminto e grato verso crucial, infesto os
Céus com silêncios sempre bem ressarcidos e cerimoniais...alardeando
Cada momento de tempo bisbilhotado num eco resplandecendo genial

Frederico de Castro
234 Visualizações

Comentários (0)

Iniciar sessão ToPostComment