Escritas

Ponte dos suspiros

Frederico de Castro


Abrigo uma lágrima na ode do tempo solene
Habito o hospício da solidão onde se gratinam ilusões regadas
Pelo despertar do silêncio renegado até que um pranto agora
Reciclado eu flerte assim quase, quase embriagado

Um eco mergulhou na solidão que trazes numa
Lágrima correndo pela face deste silêncio sem guarida
Deixa um vasto rasto de ilusões comedidas, acantonadas na
Noite ferida e tatuada por palavras que sucumbem tão desnutridas

Façamos uma ponte para que nossos suspiros se unam
Endoidecidos estreitando as margens do prazer que bebo
Em extases condimentados pela quieta lembrança agora enaltecida

Em cada penúltimo momento traveste-se a noite de coloridas
Memórias recriando a teia de emoções que transbordam na tela das
Paixões instigantes bradando neste edulcorante silêncio tão ensinuante

Frederico de Castro
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