ESPLENDOR QUE NÃO VALE NADA!
PÉRICLES ALVES DE OLIVEIRA - THOR MENKENT
Amigam-se pala internet,
elogiam-se pela internet,
bajulam-se pela internet,
falam de Deus em próprio proveito na internet,
pernoitam noites a fio paquerando
ou puxando sardinha com músicas e ti ti tis
na internet,
amam-se (pasme), mesmo sendo casadas
e casados na internet,
o imaginário toma o real e as genitálias
passam a feder à internet, ocasionando perda
de controle social,
fodem, fodem, fodem
e traem como anjos, sempre com bons modos
e falando bem um do outro e do santo
nome na internet;
depois, tiram um tempo
para fustigarem e acusarem o cão niilista
de, em seus poemas, escrever o que venha a ser
a merda do sapiens.
É, sim, o fedor esplende,
embora pareça que usem perfume francês
e demonstrem vastos conhecimentos filosóficos,
científicos, espirituais e sobre
bons modos.
Nickam-se e se fodem
no enevoado cibernético clareado por suas
vozes voláteis de neons e por suas juras e punhetasa
e ciricas, em traição a cônjuges,
escondidas.
Perdem casamentos por isso,
mas culpam o corno; mas insistem em atacar o cão
que há décasas sente seus disfarçados
fedores
e lhes descreve
o imundo, sujo, obscuro e fétido
que guardam escondidos em suas
algibeiras!
elogiam-se pela internet,
bajulam-se pela internet,
falam de Deus em próprio proveito na internet,
pernoitam noites a fio paquerando
ou puxando sardinha com músicas e ti ti tis
na internet,
amam-se (pasme), mesmo sendo casadas
e casados na internet,
o imaginário toma o real e as genitálias
passam a feder à internet, ocasionando perda
de controle social,
fodem, fodem, fodem
e traem como anjos, sempre com bons modos
e falando bem um do outro e do santo
nome na internet;
depois, tiram um tempo
para fustigarem e acusarem o cão niilista
de, em seus poemas, escrever o que venha a ser
a merda do sapiens.
É, sim, o fedor esplende,
embora pareça que usem perfume francês
e demonstrem vastos conhecimentos filosóficos,
científicos, espirituais e sobre
bons modos.
Nickam-se e se fodem
no enevoado cibernético clareado por suas
vozes voláteis de neons e por suas juras e punhetasa
e ciricas, em traição a cônjuges,
escondidas.
Perdem casamentos por isso,
mas culpam o corno; mas insistem em atacar o cão
que há décasas sente seus disfarçados
fedores
e lhes descreve
o imundo, sujo, obscuro e fétido
que guardam escondidos em suas
algibeiras!
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