MORTE DE UM FLORIR ABSURDO
PÉRICLES ALVES DE OLIVEIRA - THOR MENKENT
Quis ser
como os poetas tristes
para dar-te o verso certo
nos momentos
incertos.
Quis ser como os anjos
alvos para apaziguar-te os ermos
e cingir de paz tuas
angústias.
Quis ser como os mitos
impávidos para dar-te sonhos de asas
e livrar-te dos rastros dos homens
que edificam magníficos
templos.
Mas a única
coisa que pude ofertar foi a celebração de mim
mesmo, como um frágil vaga-lume
noturno a querer amar,
em êxtase,
a florescência mortífera
da luz.
E foi assim
que me quedei,
desterrado do que não
pude ser, e sob a esqualidez de tua ausência,
em meus próprios precipícios
rasos.
como os poetas tristes
para dar-te o verso certo
nos momentos
incertos.
Quis ser como os anjos
alvos para apaziguar-te os ermos
e cingir de paz tuas
angústias.
Quis ser como os mitos
impávidos para dar-te sonhos de asas
e livrar-te dos rastros dos homens
que edificam magníficos
templos.
Mas a única
coisa que pude ofertar foi a celebração de mim
mesmo, como um frágil vaga-lume
noturno a querer amar,
em êxtase,
a florescência mortífera
da luz.
E foi assim
que me quedei,
desterrado do que não
pude ser, e sob a esqualidez de tua ausência,
em meus próprios precipícios
rasos.
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