nos dedos da solidão...
as palavras podem ser fogosas
e cristalinas, escritas com o coração
tranquilas ou fugazes
capazes, de se soltarem da nossa mão
com vogais de cor
resolutas,
ao encontro do amor
são sementeira, grão a grão
crescem frescas em seu verdor
palpitam, crescem voam e sonham
fazem da folha branca seu chão
decididas, são guerreiras
às vezes frias labaredas
as primeiras, a encher o nosso tempo
surgem dos labirintos e veredas
murmuram a infância perdida
nos dedos da solidão
às vezes ciladas de aflição
na minha memória preterida.
natalia nuno
e cristalinas, escritas com o coração
tranquilas ou fugazes
capazes, de se soltarem da nossa mão
com vogais de cor
resolutas,
ao encontro do amor
são sementeira, grão a grão
crescem frescas em seu verdor
palpitam, crescem voam e sonham
fazem da folha branca seu chão
decididas, são guerreiras
às vezes frias labaredas
as primeiras, a encher o nosso tempo
surgem dos labirintos e veredas
murmuram a infância perdida
nos dedos da solidão
às vezes ciladas de aflição
na minha memória preterida.
natalia nuno