Acredito na vida...

Acredito na sublime beleza do cantar dos passaros;
No barulho ensurdecedor das cigarras
e no desabrochar primaveril das flores.

Acredito no soprar dos ventos dia e noite, noite e dia;
Acredito no céu, magnífico céu brilhando no infinito e majestoso mar com suas ondas grandiosas bailando por sobre as pedras; sim, acredito!

Eu nao entendia
porque a vida nos trazia
Tantas decepções nas noites mais sombrias.
Eu era menino
e como menino nao entendia.
A pergunta existia;
porque?

Essa pergunta caminhava comigo
passo a passo;
Caminhava ao meu lado
num so compasso.
Porque?
Perguntava a mim mesmo!
Porque a vida é assim

Perguntava como criança;
Olhos tristes,
preocupação aparente,
Cabisbaixo por não encontrar
a resposta competente.

Até que! Repito,
Até que!
Andando descalço pelos caminhos longos e desconhecidos,
Descobri que o infinito e majestoso céu ainda existia,
E que os pássaros cantavam de alegria,
E que as flores sorriam no clarear do dia,
Porque a vida ainda existia.
Sim, a vida ainda existia.
Como a primavera que cobre de flores as campinas...
A vida ainda existia.

Tantos pensadores apaixonados
Que com seus poemas e versos iluminados,
Procuraram retratar dentro do seu tempo
O valor e a beleza dessa vida, maravilhados.

Tantos poetas que com suas rimas
procuraram retratar essa fabulosa vida
Que mesmo sozinha
procura nos ensinar
a grandiosa virtude nessa lida.

A vida é muito mais do que pensamos!
Como alto é o céu e brilhante suas estrelas, assim ela é,
Grandiosa, deslumbrante; iluminada!
Belíssima mais que o ouro, e ouro depurado.

Iraldir.
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