Escritas

A FLOR PÚRPURA

PÉRICLES ALVES DE OLIVEIRA - THOR MENKENT
Já é demasiado tarde,
não quero anjos vomitando meu terreiro
em noites de luz cheia,
não quero mais
por rio, mares, oceanos e seus mitos
suliminares ser admoestado,
não quero mais
que sóis de retinas sapiens
me tatuem a seus modos de pensar
e de acharam que entendem
a algo,
não quero mais liliths,
não quero mais nuvens,
não quero mais sonhos, ilusões,
não quero mais nada de aqui:
eu vou seguir
simplesmente, mesmo que não consiga,
tentando manter o mouco eco de sua voz (Ana)
em meio ao breve e infecundo
infinito em que
ainda vivo!
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