Inverno

Inverno
Miguel Damas
Fazes sentir saudades do calor
Com as tuas amostras, rajadas molhadas,
Sopros frios, brisas desagradáveis
Desmanchando prazeres, abres apetites.
Aqueces os corações e arrelias as peles das chiques.
Vestes, no alto, um manto branco,
Húmido.
Deixam-se de ouvir os solos
Do silêncio das tardes, as aves, as sirenes
De sei lá mais o quê.
A mania de apareceres assim,
Conheço-te desde remota idade
Estavas perto de mim.
Logo depois chegou o Natal sorrateiro,
Vinha frio, recheado de alegria em pedaços de papel
Embrulhado em pequenas ou grandes caixas coloridas
Lá em casa, à noitinha nos projetámos no sofá,
Ou no chão... esgotamos o cavaco.
Vem o quente,
Juntos á lareira,
Olhares no lume, a festejar o Inverno.
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