Limite
Douglas Dutra
no banheiro da praça
o cheiro forte de mijo
nas escadas da praça
a moça fumando
enquanto o tempo passa em vão
na calçada velha o velho andando
sem perceber a destruição
que a moça sofria
pois o velho todo já se destruiu
já se destruiu
por ver tanta ilusão
já se destruiu
por autoimposição
e lá na praça o tempo passa em vão...
o cheiro forte de mijo
nas escadas da praça
a moça fumando
enquanto o tempo passa em vão
na calçada velha o velho andando
sem perceber a destruição
que a moça sofria
pois o velho todo já se destruiu
já se destruiu
por ver tanta ilusão
já se destruiu
por autoimposição
e lá na praça o tempo passa em vão...
Comentários (3)
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Chico Lira
2012-11-10
Parabéns por ter olhos tão atípicos! Em um magnífico poema nos mostra coisas que muitas vezes convivemos, e, até presenciamos, mas, por ser tão comum nos passa despercevido, nos acostumamos... O mesmo acontece com o perfume em nosso corpo ou com o homem do mercado.
joao_euzebio
2012-11-10
São os cotidianos de uma grande cidade são verdades que ficam ocultas despercebidas mas que ferem a palavra chamada raça humana que de humana não tem quase nada Parabéns gostei
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