o que o tempo tece...
natalia nuno
Já me encosta à parede a Vida
Levando meu dia soalheiro
Agora nem novas, sou ave perdida
Sem ter poiso, ou poleiro.
No meu olhar sinto o vazio
E a culpa e o dano são da vida!?
Já a vida é noite onde o frio
Me deixa de tristeza vencida.
Minhas palavras são seara
Florescendo no meu peito
Ele que a Vida tanto amara
Vê seu tempo já tão estreito.
A Vida é como o vento logo vai
Deixa a saudade de outrora
Que do meu coração não sai
Vive nele a toda a hora.
Voa,como o vento não se prende
E é livre como o Amor!
Pára o relógio de repente
E nos consome de dor.
Resta a minha esperança acesa
Que de esperar não se cansa
À noitinha faço reza
E aguardo da Vida mudança.
Me embalo nesta ilusão
Enquanto fôr, hei-de lembrar
Que a Vida não foi em vão
Mas que ninguém pode amarrar.
A esperança o tempo é quem tece
E eu sou nele caminhante
Quem dera que Deus me desse
Um viver lá por diante.
Ferve-me o sangue nas veias
Mesmo em dias de monotonia
E todas as minhas ideias
As transformo em Poesia.
E vou gritando até que o sono
Os olhos se fechem talvez!?
Já na noite me abandono
Deixo esta trova de vez.
Rosafogo
Leia mais: https://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=124359 © Luso-Poemas
Levando meu dia soalheiro
Agora nem novas, sou ave perdida
Sem ter poiso, ou poleiro.
No meu olhar sinto o vazio
E a culpa e o dano são da vida!?
Já a vida é noite onde o frio
Me deixa de tristeza vencida.
Minhas palavras são seara
Florescendo no meu peito
Ele que a Vida tanto amara
Vê seu tempo já tão estreito.
A Vida é como o vento logo vai
Deixa a saudade de outrora
Que do meu coração não sai
Vive nele a toda a hora.
Voa,como o vento não se prende
E é livre como o Amor!
Pára o relógio de repente
E nos consome de dor.
Resta a minha esperança acesa
Que de esperar não se cansa
À noitinha faço reza
E aguardo da Vida mudança.
Me embalo nesta ilusão
Enquanto fôr, hei-de lembrar
Que a Vida não foi em vão
Mas que ninguém pode amarrar.
A esperança o tempo é quem tece
E eu sou nele caminhante
Quem dera que Deus me desse
Um viver lá por diante.
Ferve-me o sangue nas veias
Mesmo em dias de monotonia
E todas as minhas ideias
As transformo em Poesia.
E vou gritando até que o sono
Os olhos se fechem talvez!?
Já na noite me abandono
Deixo esta trova de vez.
Rosafogo
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Comentários (1)
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Ademir D.Zanotelli *Poeta*
2026-01-28
Um poema sério sobre um estado de guerra. o ventre abaixo é o sangue que verte das faces dos feridos. perffeito.
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