INEVITÁVEIS CONSEQUENCIAS

Que, do passado,
- onde escolhemos dividir
o que de pior havia
em nós -

o tempo insiste
em não esquecer;

cala-te
- ou se quiseres gritar,
ou lamentar,
que o faça a seus
deuses -,

e deixa-te escorrer
por outros caminhos,
onde te possas
abarcar
a outras imagens

- em novos sonhos
multicoloridos,
em novas fantasias
multifacetadas
e em novas insânias
incontidas -;

sempre como
num próximo capítulo
de tua história,

à qual só te é possível
ansiar alguma sublimidade
em exíguas esperanças
de um porvir
melhor.
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