Escritas

Colinas de alfazema

Frederico de Castro


Como fantasia o dia descortina uma brisa
Suave que por ali caminha
Ressuscita uma palavra cúmplice bailando
Lívida entre imoladas saudades aqui cochilando

Entre as colinas de alfazema a luz perfuma
Todas as corpóreas brisas sulcando os céus
Imensos e virtuais até que a memória reescreva
A história nesta devoradora solidão tão inusual

Flama a madruga no dorso deste silêncio quase
Magistral aplacando o rédito dos lamentos confinados
Ao reduto do tempo que se extingue em fragmentos

São muitos os minutos que fenecem numa hora
Indivisa deixando um sonoro desejo apartar-se delicadamente
Após a solidão se exorcizar daqui...assim meticulosamente

Frederico de Castro
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