Escritas

HORA VAZIA

PÉRICLES ALVES DE OLIVEIRA - THOR MENKENT
... sempre tive
o péssimo hábito de imaginar que
podia levar tudo no peito,

o que pensava
ser um mar, um céu ,
um paraíso onde houvesse uma possível
paz pela qual lutar,

o que pensava
amar e o que pensava odiar, sempre
transcendendo tolamente a dimensão
do real.

E ela ali,
do meu lado, dizendo-me que eu me andava
longe de mim mesmo,

com meus pensamentos
vagos, com meus desejos bastardos

E com minhas visões
embaçadas,



Sempre

alheio de que nossa sorte

já estava lançada!

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