Escritas

Anónima fragilidade

Frederico de Castro


Sob disfarce o dia alia-se à luz ténue adormecida
Entre as asas de um sonho que despeja seus trinados
Subtis ao chegar da aurora quase alucinada e gentil

Devolvo às marés suas ondas intempestivas
Até que recobre juntinho da praia ardentes beijos
Navegando no paladar de cada silêncio consecutivo

À noite o céu bordado de estrelas insufla a solidão
Com perscrutantes lamentos em reclusão até que a
Madrugada deságue na foz do amor em plena exaltação

Nada mais resta que um verso talhado com esmero
Tão afectivo como a virtualidade do tempo e da esperança
Hoje inabalável...amanhã decerto inescusável e cheia de pujança

Frederico de Castro
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