ESTRATOS
ALVARO GIESTA
(I)
pouco me pertenço já
sou como o verso é: a epiderme da alma
ou a teia que a noite tece e enleia
e nunca se acalma
(II)
visto-me da necessidade de dar
à mão a força precisa e ao cinzel o saber
para talhar na robustez da velha pedra
o sol em busca da sua religiosidade
vivo este teimoso querer
entre mim e mim e aquilo que quero ser
a nítida refrega em que respiro: a da mão
inquieta que não descansa insatisfeita
(III)
em constante perseguição o cinzel labora a pedra
para da sua face oculta ao rosto o corpo dar
___doar à luz o ser é a virtude da palavra
que na sombra o tempo oculta
tal flor antes de abrir ao sol: em botão esconde o belo
no aconchego das pétalas como a concha acolhe
no seu interior a melodia da voz do mar
[ESTRATOS] é nome de possível obra
pouco me pertenço já
sou como o verso é: a epiderme da alma
ou a teia que a noite tece e enleia
e nunca se acalma
(II)
visto-me da necessidade de dar
à mão a força precisa e ao cinzel o saber
para talhar na robustez da velha pedra
o sol em busca da sua religiosidade
vivo este teimoso querer
entre mim e mim e aquilo que quero ser
a nítida refrega em que respiro: a da mão
inquieta que não descansa insatisfeita
(III)
em constante perseguição o cinzel labora a pedra
para da sua face oculta ao rosto o corpo dar
___doar à luz o ser é a virtude da palavra
que na sombra o tempo oculta
tal flor antes de abrir ao sol: em botão esconde o belo
no aconchego das pétalas como a concha acolhe
no seu interior a melodia da voz do mar
[ESTRATOS] é nome de possível obra
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