Escritas

HÚMUS (extractos)

ALVARO GIESTA
Erguem-se
da sábia fluidez morna do húmus,
os braços das árvores harmoniosas
que escrevem no espaço do silêncio
profundo da terra
a força do rumo e do caminho

Raízes de solidez desbravam das pedras
silenciosas e humildes

e correm sobre a página em branco
onde se firmam em colina
com a força do fogo e da água

A tempestade nasce
no vazio da página e do silêncio,

a palavra rompe e ganha o próprio corpo
que esplende o seu nascer
na dança da luz e do ar

HÚMUS (prémio literário de poesia Manuel Neto dos Santos, 4.ª edição, 2018)
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