Escritas

LOGOS

ALVARO GIESTA
Tu, que em mim reinas sem te ver e sem me veres
que me persegues, te pressinto todo em mim,
que em mim és e serás - princípio, meio e fim -
e mesmo que em mim não te queira tu me queres.

Tu, como serás? De ti sou sem prometeres
afectos, mesmo sem eles te quero assim!
Estranho ser eu sou pois tão denso és em mim!
Sou teu escravo sem de ti colher mereceres.

Serás tu ser ou sequer és estados de alma
que arrebatam a toda a força este meu ser?
Talvez sejam só ilusões na minha ideia

o teu estado - princípio, meio e fim - lua cheia
que paira em mim, sequer de ti nada saber
se és tormento, se és doce enlevo que a alma acalma.

in O Sereno Fluir das Coisas, 2018, In-Finita Lisboa
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