O GRANDE ENGANO

Não era eu
aquele que, outrora, dizia
te amar;

nem era eu
aquele que, moucamente, se colocou
em teus lumes regozijos
a acreditar;

não era eu
aquele que com as mãos se colocava
com os braços a te envolver
e com as mãos a te
acarinhar;

nem era eu que,
com o pau hasteado, adentrava-lhe
a vulva em fogo às mornas
noites de luar:

era apenas
um de meus mais
sedentos e famintos fantasmas que,
ao ver-te as dissimuladas sombras,
tomou-me o lugar.
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