Escritas

APESAR

Alberto de Castro
Apesar dos meus olhos poderem enxergar,
eu estava cego.

Apesar dos meus ouvidos poderem ouvir,
eu estava surdo.

Apesar das minhas pernas poderem andar,
eu estava parado.

Apesar da minha mente poder pensar,
eu estava louco.

Somente haverá paz, quando tudo acabar.
Repouse sua cabeça cansada,
não precisa mais chorar.
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Comentários (1)

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ania_lepp
ania_lepp
2018-01-12

Intensos e profundos versos...poema lindo, lindo!!!