Escritas

Que Saudade

Domingos Alicata

Que saudade do tempo em que

eu não sentia saudades nem tantas

ausências viviam no meu presente...

O passado era apenas uma simples folha,

quase toda em branco, e o futuro um

lindo livro azul a ser escrito sem pressa.

Que saudade do tempo em que podia corrigir

as tortuosas linhas da vida, contornar o improvável,

redefinir sentimentos...

As noites não eram tão solitárias e

os meus sonhos se refugiavam nos

olhos da menina amada.

Que saudade...

Fantasias sucumbem aos meus desiludidos

encantamentos. Perdas se acumulam no

simples passar do tempo. O corpo definha

e a alma, sorrateiramente, me abandona.

Ah, que saudade da época em que virava as

páginas do tempo sem me preocupar com o

nefasto peso dos anos...

623 Visualizações

Comentários (3)

Iniciar sessão para publicar um comentário.
2012-09-29

Parabens,é muito reflexivo falar de reminiscências,as memorias perpetuam a existencia!!

joao_euzebio
2012-09-28

belo poema cheio de encantos e paz são coisas que a alma sente e lança no espaço como chuvas de poemas

Márcia_Costa
2012-09-28

Maravilhoso! Parabéns pela inspiração!