Escritas

ILÓGICO

RicardoC
Outra vez, terminou sem começar.
Qual ser sem ser do amor fosse premissa.
Feito um fósforo cujo ardor se atiça
Apenas para após ver se apagar...

Venceu a nulidade ao não amar
Por premissa segunda ou por preguiça:
Sentimento que em vão se desperdiça
É tesouro no fundo d'algum mar...

Tendo por regra ser algo inseguro,
Não me traz o amor mais que insanidade,
Logo, n'ele não há o que procuro.

E em face d'essa ilógica verdade,
Concluo de silogismo tão obscuro
Ter por lugar-comum felicidade.

Betim - 05 05 1996
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