Escritas

VOU LEVAR-TE DAQUI UM RAMO DE FLORES

antonio tropa

A realidade
uma casa branca e cinzenta
a janela semiaberta e a luz fria
através do ar ouvindo Bach
no rádio louco inventando
Poesia.
Na gaiola verde e encarnado
mm pássaro pia Quase noite
mas é a manhã dum dia festivo
Vivaldi Eu já não percebo nada.
Talvez se não fosse o nevoeiro
fosse ter com Jorge pelo campo
ou vestisse a camisa branca e abalasse para a aldeia
vestido de noivado
Tarde demais
para promessas de cristal
apenas a crescer apenas a nascer
na ternura para Lina sei-o
uma vez beijámo-nos deve ser por isso
ou então a tristeza que não sei compreender
A protegê-la é isso a protegê-la.
Era um dia lavado depois da chuva
atravessando a cidade de mãos dadas
como um par de namorados pelo parque
mais a Antónia e o Manú e ríamos ríamos
fugindo desses ambientes assim fugindo desse ambientes
compreendes Lina aí no teu castelo
como vão os teus aprendizes diferentes
e alegria disfarçada Lina
vou levar-te daqui um ramo de flores.


antonio tropa
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Comentários (2)

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Herculano Homem
Herculano Homem
2018-09-09

Onde se lê Teu orgulho seja , deve ler-se Teu vulto seja

joao_euzebio
2012-09-25

Uma sinfonia de Bach um poema de Antonio uma lembrança do passado dentro de um redemoinho de lembranças. Parabéns