Escritas

Carinho

docarmo
Há quem diga que é feito de lã
Pela forma como aquece
Há quem diga que é suave como a seda
De tão leve que é


Todos sabem que protege como o aço mais duro
De todos os perigos deste mundo louco
Que por muito que se tenha sabe sempre a pouco
Que nem sempre o temos, só no amor mais puro


Não tem idade nem cor
E os idiotas nem lhe dão valor
Porque nunca o conheceram
Numa vida inteira nunca o tiveram


Mas é tão fácil de ver todas as suas formas
Como ondas que passam no ar
Poucos sabem qual o seu verdadeiro fruto


Tem um toque de veludo e uma cor clara
Para um néctar doce como o mel
Ganho por um amadurecer de sol
Mas que passou por chuva e tempestades


É um pêssego que está sempre pronto a ser colhido
Mas que poucos sabem realmente plantar
Que se saboreia sem hora para combinar
Em qualquer dia por nós escolhido
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