Escritas

NÓ DE CORDA

Paulo Sérgio Rosseto
Abraço as vindas cansadas
E os prêmios que me trazes
Quando te acolho nas mãos

Tu és a um só tempo navio e cais
Sou apenas simples amarras
De onde desgarras
E vais seguindo teu rumo
Ou permanece angélica
Cósmica e plácida amanhecer
Para meu peito deslaçar

Quem dera sendo eu nó de corda
Suporte os vaivéns dos teus mares
Das imperfeições acorde
E da realidade mórbida
Apague os traços e os rabiscos
Que os riscos dos teus oceanos
Cometem dentro dos meus planos

Choro tuas idas revoltas
Mas recolho as tuas voltas
Repletas de canção
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