Escritas

Como lograr a noite

Frederico de Castro



Lograda a solidão encosto-me nos parapeitos
Do tempo onde desfruto cada esmerado e ingente
Momento de ilusão perpetuando um sentimento brutal
Que se esvai como um açoite, preciso, conciso...fatal

Arde comovido todo este silêncio quase inquisidor
Tão completamente ígneo e inflamado
Tão indubitavelmente ardente, aliciador e consumado

A meio da meia noite desperto de uma fútil insónia
Ínvio e expressivo caminho que transita pela noite
Quase fetal, genitora deste breu massivo e tão capital

Rompe pela madrugada uma rara beleza lunar serenando
Cada hora desmascarada pelos olhares escapulindo furtivamente
Sussurro ou lamento que lapido em cada libido desejo escravizado

Abomináveis são as tristezas que amamento no perímetro
Deste tempo quase imobilizado forjando das gargalhadas
Toda aquela incomparável alegria loucamente bem esgalhada

Frederico de Castro
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