Escritas

O perfil da solidão

Frederico de Castro


Dentro dos meus olhos raiou a esperança
Invadiu aquelas loucas correrias onde gerei um
Sonho alimentando a bijuteria de tantas diversões
Que sossegam na confraria de mil e muitas ilusões

Vertem-se emoções a cada soluçar da madrugada
Libertando adocicados perfumes entre as consoantes
E vogais deste verso indeciso e inebriante ao celebrar
A vida embebedada de metáforas tão extravagantes

Num silêncio quase apostólico renuncio à solidão matutando
A cada noite que se aparta acrílica e drástica, enroscada
Ao perfil de toda a luz fenecendo numa súplica quase dramática

Em carência o dia esboroou-se entre as tristezas transbordantes
Recheando a esperança que gero num grávido momento expectante
Réplica de tantos abraços onde me amparo mais aconchegado e excitante

Frederico de Castro
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