Não digo mais minha idade
Lua Barreto
Não digo mais minha idade.
Está decidido.
Sempre achei que as mulheres reduziam seus anos
Por frescura
Ou vaidade frívola
Futilidade
Não é.
As pessoas tratam diferente
Quem passou dos 20, 30, 40 ou 50
E é tênue a linha que separa
O respeito e o preconceito.
Minha idade não me define.
Em dias quentes como hoje tenho 80
Tem dias que acordo aos 50
Me preparando para a terceira idade
Em dias de festa tenho 15.
E em meu corpo cada parte
Tem uma cronologia:
Minhas pernas têm 20
A barriga tem 40
E o coração, apaixonado,
Nunca sai da adolescência.
Apenas quando ferido,
Quando vai para 78,
Já à beira de um infarto.
Está decidido.
Sempre achei que as mulheres reduziam seus anos
Por frescura
Ou vaidade frívola
Futilidade
Não é.
As pessoas tratam diferente
Quem passou dos 20, 30, 40 ou 50
E é tênue a linha que separa
O respeito e o preconceito.
Minha idade não me define.
Em dias quentes como hoje tenho 80
Tem dias que acordo aos 50
Me preparando para a terceira idade
Em dias de festa tenho 15.
E em meu corpo cada parte
Tem uma cronologia:
Minhas pernas têm 20
A barriga tem 40
E o coração, apaixonado,
Nunca sai da adolescência.
Apenas quando ferido,
Quando vai para 78,
Já à beira de um infarto.
Comentários (3)
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maria eduarda
2016-10-26
eu tava querendo saber o ano desse poema
2016-08-01
Forte demais! Verdade nua, crua e violenta
joao_euzebio
2012-09-18
Que legal seu poema Lua é maravilhoso gostei isso só podia vir de você um abraço
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