Escritas

DEPOIS DO MURO

antonio tropa

Depois do muro destruído pela insistência
dos mais ágeis que teimam em passá-lo
num campo amarelado raras árvores
um riacho poluído escorre
entre o verde de canas e silvados.

Além das grades do quartel ninguém pode
passar e um ligeiro medo
paira ali no ar muito pesado.

Seguindo por um carreiro não se vê
ninguém a não ser meio escondido
um homem ainda novo de olhar morto
e a tristeza de nunca ter chegado
a lado algum.

Depois ainda o muro:cal e segredos
ao fundo onde ninguém pode avançar
quintais.

Fica-se assim ali de olhar parado
a ver ao longe os montes muito azuis.

Assim é a vida muitas vezes. sem saída
a única solução é voltar para trás,

antonio tropa
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