Escritas

Prometeu

José Brandão
Sou Prometeu acorrentado

a pedra no meio do caminho

não é um acontecimento

mas o real

explode e cai

como um pulso cai

existo como o meu fígado existe

os abutres me espreitam

me devoram

o fígado

que exibo nas mãos sangrentas
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