Escritas

teia

teka barreto
diga-me
como ser
pois
desaprendi
como
é
voar

peça-me
favores
pois
esqueci até...

como
desenho
flores

como
cultivo
amores

como é viver...
sem
dores

como
me
alegravam
as
cores

use-me
pois
me
tornei
uma coisa

uma
estranha
sem
entranhas

sem
sangue quente

tornei-me
casca
vivendo uma vida
sem graça...
barata!

sou sua...
presa!
para todo o sempre
dependente de suas migalhas

fui pêga
na sua
trama
e
agora
é
drama
o
que
tecemos
juntas

urdimos
com falsos laços

falsos abraços
falsos instantes

falsos nós
falsos brilhantes

atadas
ao fio
da morte
esperando estamos
que a fiança
se rompa

será
um
alegre
prazer
abrir meus braços

voltar
a
voar

voltar
a
ser
148 Visualizações

Comentários (0)

Iniciar sessão ToPostComment