O peregrino

Gracejo de mim nesta penumbra,
Histrião tragicômico de tal angústia,
Neste lamento de facetas contraditórias,
Fastioso sarcasmo de abrupta compaixão.
Zombo de mim neste caos,
Desdita vida em suas convulsões,
Náusea fremente em suplícios,
Desta boca maldita,
Rogações infestas de um réprobo.
Aos meus aís deixo o vento,
levar algures minha ruína,
Quem sabe também a culpa,
De não lutar diante da dor,
De um amor tão pálido.
Do chão fiz meu leito,
Imaturo jazigo em flor,
A despetalar meu último suspiro,
No grande espetáculo da vida.
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