Escritas

SEMPRE A ILUSÃO À BEIRA DO ERRO

PÉRICLES ALVES DE OLIVEIRA - THOR MENKENT
Tem qualquer coisa
à beira da ilusão, do erro,
ou mais provavelmente do naufrágio,
em quem poetisa essas coisas
de amor eterno, puro
e incondicional,

que só agradam
aos insectos trepadeiros
que gostam dos açúcares das porras,
ou aos pássaros de asas inclinadamente avesgalhadas,
que labutam em busca de fantasias,
sobrevoando os varais estirados
dos terreiros alheios;

isso para não dizer
que sejam aleijados no osso
- os insetos, os pássaros e as demais
metáforas apropriadas -
do seco cerne.








Mas devo confessar
que há algo bem mais estranho
nos pensamentos e nos eventos mentais
do niilista que escreve gozando - ou sangrando -
sombras e desesperanças;

o que não agrada,
nem interessa, àqueles que não têm
a mínima noção de que sejam em si, são o próprio erro,
sem nenhuma chance de recurso
ou conserto.
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