Escritas

Meu vício é você

Frederico de Castro


- para Alcione, voz enorme, tamanha, absolutamente brutal,
toda nos emaranha

O que sustinha o silêncio explodiu numa
Delicadeza de ecos festivos escapando apaixonados
Deixou na soleira do tempo uma assoalhada que me vira
A cabeça de prazeres viçando alegres...bem validados

Faz uma loucura por mim num gole voraz ao embebedares
As brasas daquela paixão tão insubordinada...que sufoco,
Indeferindo todos os sonhos indecifráveis colorindo
A contra capa desta ilusão ao abandono...quase depravada

Sem recursos ficou a noite emigrando na escuridão
O que faço amanhã, pouco importa, pois deixo em jejum nossos
Desejos sempre ludibriados onde se desenrola uma hora de raiva
Incubada desassossegada...quase sempre negligenciada

Sem fim a madrugada surda patrulha minha solitária ilusão
Quedando-se sequiosa e enfeitiçada pois enquanto houver a saudade
Dispo cada momento, depois do prazer ,entrando pela fresta matutina
Daquelas nossas emoções descarrilando fiéis e tão repentinas

Vou ausentar-me para além do além deixando na lonjura do tempo
Um naipe de memórias resguardadas, telepáticas massacrando o pandeiro
- Esse é meu nome, qual loucura incrédula, ostentando uma hora atarantada
Onde me embriago no frisson de um vicio sedento, apaixonado...bem requintado

Na hora da raiva escrevinho um simples verso quase atarantado pedindo
Simplesmente...não deixe o samba morrer, pois meu vicio é você e
Enquanto houver a saudade...fico assim que nem um menino sem juízo
Gizando estes versos onde saciado em ti ternamente me sincronizo

Frederico de Castro
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