ESCRAVOS DE NOSSA PRÓPRIA LIBERDADE

Da próxima vez
que forem elucubrar-me
ou julgar-me com seus afiados
verbos voláteis,

coloquem-se
diante de féis espelhos
- que vejo indícios de rotas sinuosas
ao caminho de todos -;

e atirem, com o mesmo vigor,
contra o próprio peito,
em suicídio dessas faustas luzes neon
que vivem a regozijar
por aí.
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