Vingança
O tempo passou, minhas carnes estão secas e o rosto árido. Espero chuvas de sonhos para molhar a vida e fazer germinar esperança. Há séculos não vejo o sol. Não sei mais o que é brilho, a última vez que avistei o dourado, ele falava de amor e lançava olhares num tom de promessa. Tive medo, faltou coragem para apostar na luz e seguir o clarão. Hoje estou nas trevas e meus olhos adaptados ao breu. Os pés têm roteiros programados, não se aventuram além dos limites, do que é conhecido.
O negro ergueu muralhas e sitiou a vida que ainda resiste à escassez de amor.
Chuvas de granizo, quedas de meteoritos. Toda a natureza conspira, tramando uma vingança pela morte da ousadia.
O negro ergueu muralhas e sitiou a vida que ainda resiste à escassez de amor.
Chuvas de granizo, quedas de meteoritos. Toda a natureza conspira, tramando uma vingança pela morte da ousadia.
Comentários (3)
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2012-10-17
simplesmente lindo, fantastico
2012-09-08
Obrigado amigo são pequenas luzes que nos faz sentir cada momento como se fossem a brisa no ar a nos alimentar. É assim que enxergo todos os seus comentários. Abraço
2012-09-01
Tua inspiração vai longe nos leva ao encanto das letras nos faz sonhar e ver que tudo é realidade. Parabéns