PARTO
ademir Carlos
O poema quer nascer.
Num momento impreciso gerado
(pelo Bem?pelo Mal?)
No tumulto do dia gestado
Prematuro(sempre) quer nascer
em agonia e prazer
Parto-aborto paradoxal
O poeta
Mãe e pai da criatura incerta
Ensimesmado hermético
Se segura
Por masoquismo poético
Ou medo do Ser mutante
Que pode parir não reger
Vindo do Céu,do Inferno
Não há prever.
O poeta só sabe que dentro de sí o poema dói
O poema quer nascer
Irrefreável em minutos
Ou demorado à beça
Enquanto o poeta flutua entretanto tropeça no cascalho bruto da rua.
Comentários (1)
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ademir domingos zanotelli
2023-09-17
Meu caro poeta... este parto é muito bonito...com tropeços nas ruas , os poemas vão surgindo.
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